Parafraseando uma outra resenha desse mesmo filme: no nazismo um garoto alemão encontra uma garota judia e mesmo que todo mundo vá contra o amor dos dois eles lutam e superam todos os limites que foram aparecendo perante aquele romance juvenil.

De fato, quem assiste esse filme percebe logo essa referência: todo mundo seguindo centenas de regras, em fila e de acordo com o horário, crianças aprendendo coisas que não condizem tanto com a verdade nas escolas e fora delas o sofrimento de uma população excluída.

Só que de história esse anime não tem nada, o cenário é bem outro: de um lado uma população extremamente dependente da tecnologia ( uma totalmente steampunk ) e do outro uma que vive - literalmente - de cabeça para baixo. De um lado um veem os outros como demônios, o outro lado vê o outro como fantasmas e monstros.

Aliás, se até viver de cabeça para baixo depende de quem vê claro que ambos viriam um ao outro como estranhos. Porém não foi isso que aconteceu com aquele casal: um viu ao outro com um sentimento de ajuda, medo e curiosidade, porém não de repulsão.

É um filme que gera uma ou mais reflexões, seja pelo lado da tecnologia, pelo lado do romance e principalmente por aquele que você percebe que você está julgando algo somente pelo seu ponto de vista, sem saber que ele pode estar errado. É mais tenso do que divertido, mas se depois disso tudo eu não falar que é um bom filme de nada adiantou ter escrito isso tudo.


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Gustavo

Escrevo sobre programas, animes e um pouco mais.

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